NOSSA HISTÓRIA COMEÇA ONDE DISSERAM QUE A GENTE NÃO PODIA ESTAR.
Desde 2019 a Orgulho Rubro-Negro ocupa a arquibancada do Barradão. Não pedimos licença para existir. Chegamos cantando.
2019. UM GRUPO DE TORCEDORES LGBT+ DECIDIU QUE O BARRADÃO TAMBÉM É NOSSO.
A ORN nasceu em 29 de dezembro de 2019, em Madre de Deus, quando Wendel de Queiroz abriu um grupo de WhatsApp pra reunir torcedores LGBT+ do Leão que já torciam, mas escondidos. Com o tempo, a torcida foi se mudando pra Salvador, à medida que passou a girar em torno do Barradão.
A reação veio em menos de 24 horas. Chegaram mensagens de ódio de todo lado, prova de que ser torcedor LGBT+ incomodava mais do que rivalidade nenhuma de clube. A resposta foi boletim de ocorrência, denúncia ao Ministério Público e a decisão de não recuar um passo.
Menos de um mês depois, em janeiro de 2020, a ORN protocolou nove propostas contra a LGBTfobia na Federação Baiana de Futebol, no Ministério Público, na Fonte Nova e na OAB: busca sensível ao gênero pra mulheres trans, reconhecimento de nome social, paralisação de jogo em caso de cântico homofóbico, campanha nos estádios. Não era só torcida nascendo. Era pauta.
O que começou num grupo de WhatsApp virou torcida organizada, coletivo político e referência de luta contra a LGBTfobia no futebol baiano. Hoje somos centenas de pessoas, de dezenas de municípios da Bahia, unidas pelo Rubro-Negro e pelo orgulho. Cada jogo é um ato. Cada camisa vestida é um manifesto.
2019
ANO DE FUNDAÇÃO, EM MADRE DE DEUS
424
TORCEDORES CADASTRADOS
12
MUNICÍPIOS DA BAHIA REPRESENTADOS
DA AMEAÇA AO RECONHECIMENTO, ANO A ANO
NASCE A ORN
Em 29 de dezembro, em Madre de Deus, Wendel de Queiroz funda a Orgulho Rubro-Negro pelo WhatsApp. Em menos de 24 horas chegam as ameaças. A torcida registra ocorrência, aciona o Ministério Público e segue de pé.
DO GRUPO PRA ARQUIBANCADA E PRA PAUTA
Em janeiro de 2020, a ORN entrega nove propostas contra a LGBTfobia à Federação Baiana de Futebol, ao Ministério Público e à Fonte Nova. Ao mesmo tempo, o estacionamento do Barradão vira o Churrasparedão, ponto fixo de encontro antes de cada jogo, com churrasco, música e bandeira aberta. A camisa própria da ORN começa a circular pela arquibancada e pela cidade.
O CLUBE RECONHECE, A SÉRIE B É NOSSA
Roberto Junior assume a presidência da ORN. Às vésperas de completar quatro anos, a torcida lança sua nova identidade visual em 16 de novembro, em plena festa do título da Série B e do retorno à Série A. O Vitória passa a anunciar a ORN como torcida organizada no som do Barradão. "Estamos vivendo um momento mágico, todo dia chega gente nova", resume Roberto Junior.
MEU PRIMEIRO BARRADÃO
Em novembro, a campanha Sou Vitória com Orgulho: Meu Primeiro Barradão leva quatro torcedores LGBT+ que nunca tinham pisado num estádio pra ver o Vitória contra o Corinthians de perto, com recepção especial antes da bola rolar. "Ouvimos sempre que muita gente não vai ao Barradão por medo", diz Roberto Junior. No Junho do Orgulho, o Paredão da Diversidade toma o estacionamento com som e festa.
BAVI SEM RIVALIDADE
Numa terça à noite, na Arena Real Brasil, a ORN promove um encontro com outros coletivos LGBT+ do esporte baiano pra colocar o esporte LGBT+ em pauta. Mais de 100 pessoas atravessam Salvador pra estar lá, entre elas lideranças políticas da cidade. "Mais de cem pessoas atravessaram a cidade numa terça à noite para falar de esporte. Isso já responde qualquer dúvida sobre se existe demanda", resume Jener Mendes, diretor da ORN.
EM TODOS OS JOGOS DO LEÃO
A ORN está em todos os jogos do Vitória, com apoio da diretoria do clube e da Polícia Militar da Bahia. Nenhuma ocorrência de LGBTfobia foi registrada no Barradão desde então. O futebol é para todas e todos, e a gente prova isso toda rodada.
NO QUE A GENTE ACREDITA
GRITO DE ARQUIBANCADA
Torcida de verdade, presente nos 90 minutos. O Leão vem primeiro e vem junto com a gente.
MANIFESTO POLÍTICO
Nomeamos a LGBTfobia e o racismo onde eles aparecem. O futebol é para todas e todos.
CULTURA BAIANA
Salvador no sangue. Nossa festa é quente, popular e tem sotaque. Nada de pride genérico.
A DIRETORIA
A ORN é construída por quem torce. A diretoria se organiza em quatro frentes de trabalho, abertas a qualquer sócio que queira colocar a mão na massa.
COMUNICAÇÃO
Redes, conteúdo e a voz pública da torcida.
EVENTOS
Festas, encontros e ações fora do estádio.
MOBILIZAÇÃO
Arquibancada, caravanas e presença em jogo.
FINANCEIRO
Caixa da torcida, camisas e prestação de contas.
A PRÓXIMA PARTE DESSA HISTÓRIA É SUA
Associe-se, escolha uma frente da diretoria se quiser atuar, e cola com a gente no Barradão.
PARTICIPE DA ORN